sábado



Queria agradecer a alguém muito especial para mim, a Maria Francisca



8 desejos e 8 blogues:


- ser feliz para sempre


- fazer do que mais gosto, vida


- sáude par dar e oferecer


- tranquilidade e pacifidade


- que confiem


- que me digam quem eu sou


- os meus essenciais, bem por perto


- realizar a minha promessa

Proponho, sem quaisquer compromissos este passatempo aos seguintes blogues:

http://marnogu.blogspot.com/ - à minha Mar

http://re-emocoes.blogspot.com

http://im-going-to-tell-you-a-secret.blogspot.com/

http://parrotsandlions.blogspot.com/

http://straightfromtheheartt.blogspot.com/

http://demasiadocoracao.blogspot.com/




1. Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o passou;

2.Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;

3.Passar o desafio e o selo a 12 blogues e avisá-los.

Passo a passo:


Primeiro, queria agradecer imenso à Angela Ferraz pelo amor que foi em me ter dado este miminho, e tentar desculpar a minha muito má educação por - francamente! - só lhe responder agora, com estúpida falta de tempo e disponibilidade.

vamos então às curtas:

o bom acordar de sol e sorriso;

o riso da minha mãe quando diz que sou dela, e só muito dela;

os dias de anos deitada sozinha na areia quente;

as tardes de filmes com a minha Mananês;

as rugas de rir - e só de rir - da minha avó.

os blogues:

http://marnogu.blogspot.com/ - à minha Mar

http://re-emocoes.blogspot.com/

http://im-going-to-tell-you-a-secret.blogspot.com/

http://parrotsandlions.blogspot.com/

http://straightfromtheheartt.blogspot.com/

http://demasiadocoracao.blogspot.com/

são poucos, mas alguns dos melhores, e disponiveis


I find it hard to say that everything is alright

Don't look at me that way, like everything is alright,

'cause my own eyes can see through all your false pretenses

But what you fail to see is all the consequences

You think our lives are cheap and easy to be wasted

As history repeats, so foul that you can taste it

And while the people sleep, too comfortable to face it

His life so incomplete, and nothing can replace it

And while the people sleep, too comfortable to face it

Your lives so incomplete, and nothing can replace it.


Lauryn Hill

quinta-feira


E a desilusão matou-me, literalmente.

quarta-feira

Volta, peço-te.

segunda-feira

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Spinning, laughing, dancing
to her favorite song
She's a little girl with nothing wrong
And she's all alone
A little girl with nothing wrong
And she's all alone


Norah Jones, Seven Years

sábado

Chama-se falta de alma.

Não tenhas medo que estou aqui. Podes contar sempre com isso. Não tenhas medo do monstro que está debaixo da cama, ou de ficar sozinha no escuro. Podes encostar-te a mim. Deitar-te no meu colo e esquecer que te digo que não gosto propriamente de falar ao telefone, e que ficas amuada porque somos completamente diferentes e tu não passas sem esse bicho. Obriga-me a conhecer-te, sempre que te apercebas que as discussões já não são diárias e temes (pateticamente) que deixe de me rir das tuas piadas. Deita-te no meu colo e deixemos as manias de lado. Deixa-me que te faça mil e um possíveis penteados nesse teu comprido cabelo chocolate enquanto te falo que a vida é mesmo assim. Esqueçamos as aparências e a pressa de crescer. Obriga-me agora a atender o telefone e insiste como sempre nas novidades. Escuta as palavras caras que tanto gostas em mim. Deixa então que as horas corram e que o telefone se desligue quando marcar os 60 minutos que posso dizer-te - bem passados. Vamos concordar que nada é perfeito e que as pessoas têm apenas falta de chá. Fala-me dos olhares de ontem e hoje e em que pé anda a tua vida. Elogia o meu optimismo, pede-me palavras caras entornadas de chá e interrompidas pela maldita tecnologia. Faz-me chorar, a rir de cada vez que cair - sabes, é por essas e por outras que quando me levanto entre resmunguices e embaraços, te pareço mais alta. É nesses teus momentos em que esqueces quem tentas ser, e simplesmente és, que mais me ensinas. Soltas palavras só para mim, que finges não ter dito. Não tenhas medo que estou aqui. Podes chorar traições e injustiças, vou continuar a imaginar penteados nesse teu cabelo chocolate, digno de uma princesa. Não tenhas medo do monstro que está debaixo da cama, ou de ficar sozinha no escuro, tal criança que repetes já não existir em ti. Não gosto de falar ao telefone, é um facto. Tenho que saber de ti.



Procura-me. Peço-te, nunca hesites em ligar.

sexta-feira

amarelo piriquito.

sábado




E eu que nunca gostei de finais abertos, porque queria sempre saber como acabava a história.

quinta-feira

Só podia ser ela. Era a única que fechava atrás de si aquela porta, tal como eu gostava. E ela fazia-o. Esgueirava-se lá para dentro e fechava a grande porta preta. Eu ria-me, parecia que me adivinhava. A grande porta preta ficava ali mesmo, intacta. Impondo todo o seu respeito. E não se ouvia o mínimo barulho, o mais pequeno som. Toda a casa era silêncio. E eu esperava. Esperava até ouvir o som da grande porta preta a abrir-se novamente, devagar. Como só ela fazia. Devagar, muito devagar, assegurando-se de que nem o Sr. silêncio a poderia denunciar. Esperava, só para ver a sua cabeça inclinar-se, ao sair por entre a grande porta preta enquanto que duas madeixas de cabelo caiam distraidamente sobre os seus grandes e vivos olhos. Esperava o tempo que fosse preciso para lhe ver mais uma vez aquele doce sorriso que me convidava finalmente a entrar.

terça-feira

Luto com tudo o que tenho. Forças vêm, não sei nem como, nem de onde. Luto contra o desafio de passar só mais este dia. Só peço que amanhã não custe tanto olhar-me. Saber quem sou e gostar disso. Tremo só de pensar no confronto com o próximo espelho.O medo que habitualmente me caracteriza já me apanhou de novo. Tão cedo não me vai largar. Rendida, recolho-me no canto da sala. Aquele corpo ali, que nem atrofio, atraso de vida, não me pertence. Não me sinto em mim. Não sou nada. Merecia total extinção.

Sítio sujo onde estou. Sitio sujo quem eu sou.

Hoje foi só espirrar. Não faz mal, eu gosto da Primavera:)

domingo

quinta-feira

Expressões



Sentavas-te a meu lado e juntos coloríamos cada espaço das folhas do caderno.
Cuidados que tinhas tu com as minhas canetas. Demorávamos em cada traço, cada linha. Cada pormenor era acrescentado com a ternura do capricho a que tinha direito.
Dizias que não sabias desenhar, mas entregavas a tua alma ao nosso cantinho.
Colorias o caderno da minha vida.
As folhas passaram. Essas ficaram em branco.
Uma e outra, e a que se seguiu. Todas elas em branco.
Explicas-me? Desapareces-te entre rabiscos dos nossos sonhos no fundo daquela página sem me dar sequer tempo para que eu percebesse a mudança.
Agora, casualmente cruzamo-nos. Já não há o nosso mundo. Aquele que pintavas cuidadosamente com as minhas canetas de cor.
As folhas, que se seguem umas às outras escondem-se atrás do rosto pálido e doente. Pedem-me salpicos de cor. Não lhos posso dar.
Vem, entra mais uma vez. Deixei o cantinho da folha dobrada. Nao consigo fazê-lo sozinha, por mais que repita para mim mesma que sou capaz. Não sou.
Vem, vem (re)colorir o caderno da minha. Traz as tuas canetas. As minhas estão irremediavelmente gastas.

sábado


sexta-feira


Era cedo estava
MUITO
MUITO
MUITO
FRIO.
Eu fingia atenção à aula de Matemática, e baixinho, como sempre, cantava. As notas, breves, astutas, escapavam-se, ao som do ritmo atrevido. Ela tocou-me levemente no ombro e aproximou-se. "a nossa vida é um musical" confessou. Parei. "mas não sei dançar". Assentiu com paciência "eu também não". Olhei para ela. Os seus ternos olhos sorriam(-me).

A nossa vida é um autêntico musical

terça-feira

Algo chegou


Não me lembro de me ter sentido tão feliz como naqueles dois pequenos dias. Encontrar pessoas que nos fazem felizes não é tão complicado quanto parece. A verdade não deve ser bem essa (eu tenho sérios problemas com ela que não posso negar), senão não existiam tantas pessoas infelizes. Mas depois penso: Então e para mim? Realmente, relembrando coisas que não interessam muito para aqui, é sorte quando encontramos os amigos que merecem um "a" maiúsculo. Vou repetir. Acho que encontrei os meus Amigos. Para trás, ainda não percebi bem como, já ficaram alguns que não posso deixar de chamar Amigos. Talvez a ligação seja ainda demasiado forte por me terem ajudado tanto, ou por nos conseguirmos compreender e conhecer tão bem, como difícil que hoje isso o é.
Do nada, aquilo que tínhamos desapareceu, e agora é raro estarmos juntos . Surpreendentemente apercebo-me que não são menos importantes para mim do que eram, e tenham a certeza de que vão ser sempre aquela amizade especial que já não existe, mas que também não esqueço, talvez porque não acabou mal. Acabou por nada, por razão nenhuma, e é isso que a torna tão única.
Agora, falando apenas dos Amigos que me são chegados, estou feliz, ou mais ainda. Poucos mas definitivamente bons.
Existem doces momentos em que estamos tão bem, como se não houvesse nenhum outro lugar onde preferíssemos estar. Acontece de tempos a tempos, e é das melhores coisas que podemos sentir. Penso que aí está o verdadeiro -agora sim- significado da palavra "inspirada". Voltámos a respirar e por isso agora que inspiramos, sentimos o ar a entrar, e tudo o que antes passava sem termos sequer tempo de dar por isso. Acho que aí estamos a viver tal como é suposto. Tal como, o que quer, ou quem quer que seja que esteja aí, quer que vivamos. O que estou a tentar transmitir não é o que chamo um assunto propriamente fácil de compreender, por isso é que estou aqui numa dura conversa com as palavras. Peço desculpa, a escrita não é de todo, a minha melhor forma de expressão.
O que quero dizer é que, há coisas que de tão simples até custa a crer que signifiquem por vezes, tanto. Breves momentos que tenho o prazer de poder observar dos que mais adoro, fazem-me crescer uma "forcinha" cá dentro e um sorriso Gigante que parece que chegou para ficar. Nesses momentos sinto-me inspirada. Já dou conta do ar que respiro, e qualquer coisa que faça, tenho a feliz consciência de que me vai sair bem. Desejo que fique assim para sempre, e inocentemente sinto que não vai mais acabar. Que os segundos sejam anos e tudo continue sereno, parado, perfeito. Sempre, sempre, sempre.


sábado

Cortinas e cortinas

Metida comigo mesma, observo os outros. É um bom passatempo que para mim, já tem barbas. Observo os conceitos pessoais de cada um, como reage, o que é. Gosto da ideia de poder adivinhar o que está para além da cortina que todos tentamos impor. Não é propriamente uma tarefa fácil, mas persisto de bom grado.
Então, de trás da minha cortina, admiro a dos outros, coscuvilhando a complexa realidade de cada um. Há umas que condizem um pouco mais com minha, outras não. Há as mais agradáveis de observar, e outras nem tanto. É tudo um emaranhado de recordações, cheiros, sentimentos, emoções, sons e vozes. Cada uma tem o seu conceito. Um conceito pessoal, uma filosofia de vida.
Tento ainda relacionar cada pessoa à sua cortina, observo o que são em função da sua própria realidade. Reflicto, analiso e tiro conclusões. Depois procuro outra, sempre sem pressas. Por mais cortinas que eu espreite, nunca encontro nenhuma a que possa chamar de verdadeira. Tenho sérios problemas com a verdade e com a mentira. Ou talvez não. Aqui é verdade que sei distingui-las. A questão é que a verdade e a mentira, estas duas teimosas realidades que por mais que tente não parecem querer unir-se, mudam radicalmente consoante a cortina.Ainda realativamente a cada cortina, a verdade e a mentira podem mudar constantemente só porque lhes apetece, sem deixarem aviso prévio. É algo complicado. Acho que deve ser por não conhecer realmente a minha cortina, nem saber o que é a verdade e a mentira, que me divirto tanto a observar a dos outros.