era tudo o que eu precisava. tudo - nunca poderia pedir mais. ainda há coisas. há fomes e gritos. gritos vómitos e desesperos. e depois não sei o que lhe fazer, se lhe segurar o cabelo (tento), se uma festinha no canto do olho...
fico sempre à espera.
fico sempre à espera da sua resposta.
domingo
para a próxima jogo pelo seguro, diz ela. e afaga o cotovelo que vinca a enorme nuvem branca que veste. olha-se de perto, semicerra os olhos - o que terei sido na outra vida? pega naquele bocadinho ali de cabelo e estica-o, vira-se e toca o ombro. quem está aí? finge sorrir. aborrece-se. arrependendo-se da sua tolice tenta apenas não pensar. foi um longo dia.
terça-feira
sábado
segunda-feira
quinta-feira
terça-feira
segunda-feira
domingo
"Claro que sou, estou sempre a sofrer. Muitas vezes penso: será que posso desistir? Mas depois constato que tenho de agradecer: obrigada, dor, por me ajudares a ser um escritor. Mas também penso muitas vezes: será que vale a pena? Tudo isto só me tem servido para me meter em tantos sarilhos, ao longo da vida! Às vezes rio-me deste sofrimento romântico desnecessário. Para que é que é preciso sempre amor, amor, dor, dor, dor..."
by Bret Easten Ellis in Ipsílon - ao ser comparado a um romântico do tipo Lord Byron ou Shelley
Subscrever:
Mensagens (Atom)











