terça-feira

Não é preciso explicar. Ambas sabemos, melhor que nada. Melhor que ninguém.

Pensei isto encolhida na cadeira branca da tua cozinha muito fresca, muito branca enquanto te olhava a beber o teu chá de rosas e a rir ao mesmo tempo que me cantavas mais uma música da Pocahontas. Conheço-te desde sempre pequenina, não há nada a explicar. O tempo é relativo. O tempo não existe e é só uma maneira estúpida que alguém inventou para contar, dizes tu. Os teus olhos sorriem-me. Sabes que mais? Tens tanta, e toda a razão. Hoje penso que não podia concordar melhor. E alivia-me. Hoje penso e alivio só pensar que te descobri.

sexta-feira

1997

São tantas as saudades minha "Mananês"

terça-feira


Estou mesmo aqui, mas ainda assim não me vês

sábado

1



P.S o computador estraga um bocadinho

sexta-feira

para mim é como uma lufada de ar fresco logo pela manhã
Já devia ter postado isto há mais tempo:)

quarta-feira

Já não vejo a hora de aí chegar.

sábado

Como era dos meus 1.30m de altura

Paulo VI
Ano lectivo 1999/2000 Sala 8
"Posso mostrar algo que me faz sentir bem"
A tenda dos índios. Fico uma índia, e eu gosto de brincar aos índios.
22.10.99

"Posso falar-te de algo que me faz sentir bem"
Sinto-me bem na casa da minha prima Marta. Ela tem um beliche e eu gosto. Não posso dormir por cima porque sou pequenina, posso cair nas escadas. Gostava mais lá porque podia tocar no tecto. Os gelados são frescos e eu gosto, muito.
9.11.99

"Posso contar-vos um pensamento agradável acerca de fazer algo com a plasticina."
Fiz uma bola. Posso jogar ao quente e ao frio. Vou fazer uma chucha por causa das minhas irmãs.
15.11.99

"Posso contar-vos um pensamento agradável acerca de algo que faço no infantário"
Gosto de andar no recreio quando é Primavera. Gosto de apanhar as flores que estão na relva.
30.11.99

"Posso dizer o teu nome"
É bom saberem o meu nome, senão só me diziam "olha" e não sabiam o nome.
10.01.2000

"Posso fazer uma coisa boa"
É bom dar abraços. O pai quando chega dá beijinhos na bochecha ou uma festa na cabeça, a mãe abraça e a Chila dá beijinhos. Se não houvesse coisas boas para fazer aos outros como era? Se houvesse só estalos as pessoas podiam ficar magoadas.
24.01.2000

"Posso mostrar como fiz uma coisa boa"
Uma amiga minha não tem irmãos e às vezes fica triste e eu vou logo brincar com ela. Ela fica contente.
25.02.2000

"Posso contar-vos acerca de uma coisa que me faz sentir bem."
A casinha de madeira porque lá podemos brincar aos pais e às mães. Eu sou a mãe porque se faz o que queremos. O baloiço também é bom porque podemos ver lá do alto. Gosto dessa impressão.
13.03.2000

"Posso contar-vos acerca de uma pessoa que me faz sentir bem"
A prima Janeca. Está sempre a brincar comigo. Eu às vezes vou lá a casa e faço muitos muitos desenhos. Às vezes os pais como não podem brincar, brincamos com os amigos. A tia também é importante. É médica e trata de mim. Um dia tive muita tosse e ela é que tratou de mim"
22.03.2000

"Posso contar-vos acerca de um local que me faz sentir bem"
A casa da prima Janeca, é grande. Há lá dois sítios especiais: o quintal e a sala que é muito gira! Eu gosto do quintal porque lá têm um cão de verdade que é o "Senão". A sala é fofinha e tem sofás quentinhos e fofinhos daqueles que afundam.
27.03.2000

"Posso contar-vos acerca da maneira como faço para me sentir bem"
Desenhos, faço desenhos. Também vejo livros. Os livros têm muitas imagens giras e bonecos que eu gosto.
31.03.2000

"Posso contar-vos um pensamento agradável acerca de algo que sabe bem"
Batatas fritas. Umas que só a minha avó é que faz. As da minha avó são como se fossem uma lua.
03.04.2000

"Posso contar-vos um pensamento agradável acerca de algo que cheira bem"
O meu champô só para cabelos loiros. Sinto esse cheiro quando estou a tomar banho e a mãe esfrega a cabeça. É complicado dizer o que é o cheiro.
05.04.2000

"Posso contar-vos um pensamento agradável acerca de algo que me agrada ouvir"
A minha mãe a chamar-me. Eu gosto de lhe fazer favores. Ela chama para eu ir dar a toalha ao pai, quando ela não pode. Às vezes também me chama para eu ir ao pé das manas quando estão a fazer birras e a chorar. Quando me vêm, começam-se a rir para mim"
10.04.2000



sexta-feira

Before sunset
P.S: desculpem a má qualidade, mas prefiro assim a legendas em japonês

sábado



Queria agradecer a alguém muito especial para mim, a Maria Francisca



8 desejos e 8 blogues:


- ser feliz para sempre


- fazer do que mais gosto, vida


- sáude par dar e oferecer


- tranquilidade e pacifidade


- que confiem


- que me digam quem eu sou


- os meus essenciais, bem por perto


- realizar a minha promessa

Proponho, sem quaisquer compromissos este passatempo aos seguintes blogues:

http://marnogu.blogspot.com/ - à minha Mar

http://re-emocoes.blogspot.com

http://im-going-to-tell-you-a-secret.blogspot.com/

http://parrotsandlions.blogspot.com/

http://straightfromtheheartt.blogspot.com/

http://demasiadocoracao.blogspot.com/




1. Publicar a imagem do selo e linkar o blog que o passou;

2.Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;

3.Passar o desafio e o selo a 12 blogues e avisá-los.

Passo a passo:


Primeiro, queria agradecer imenso à Angela Ferraz pelo amor que foi em me ter dado este miminho, e tentar desculpar a minha muito má educação por - francamente! - só lhe responder agora, com estúpida falta de tempo e disponibilidade.

vamos então às curtas:

o bom acordar de sol e sorriso;

o riso da minha mãe quando diz que sou dela, e só muito dela;

os dias de anos deitada sozinha na areia quente;

as tardes de filmes com a minha Mananês;

as rugas de rir - e só de rir - da minha avó.

os blogues:

http://marnogu.blogspot.com/ - à minha Mar

http://re-emocoes.blogspot.com/

http://im-going-to-tell-you-a-secret.blogspot.com/

http://parrotsandlions.blogspot.com/

http://straightfromtheheartt.blogspot.com/

http://demasiadocoracao.blogspot.com/

são poucos, mas alguns dos melhores, e disponiveis


I find it hard to say that everything is alright

Don't look at me that way, like everything is alright,

'cause my own eyes can see through all your false pretenses

But what you fail to see is all the consequences

You think our lives are cheap and easy to be wasted

As history repeats, so foul that you can taste it

And while the people sleep, too comfortable to face it

His life so incomplete, and nothing can replace it

And while the people sleep, too comfortable to face it

Your lives so incomplete, and nothing can replace it.


Lauryn Hill

quinta-feira


E a desilusão matou-me, literalmente.

quarta-feira

Volta, peço-te.

segunda-feira

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Spinning, laughing, dancing
to her favorite song
She's a little girl with nothing wrong
And she's all alone
A little girl with nothing wrong
And she's all alone


Norah Jones, Seven Years

sábado

Chama-se falta de alma.

Não tenhas medo que estou aqui. Podes contar sempre com isso. Não tenhas medo do monstro que está debaixo da cama, ou de ficar sozinha no escuro. Podes encostar-te a mim. Deitar-te no meu colo e esquecer que te digo que não gosto propriamente de falar ao telefone, e que ficas amuada porque somos completamente diferentes e tu não passas sem esse bicho. Obriga-me a conhecer-te, sempre que te apercebas que as discussões já não são diárias e temes (pateticamente) que deixe de me rir das tuas piadas. Deita-te no meu colo e deixemos as manias de lado. Deixa-me que te faça mil e um possíveis penteados nesse teu comprido cabelo chocolate enquanto te falo que a vida é mesmo assim. Esqueçamos as aparências e a pressa de crescer. Obriga-me agora a atender o telefone e insiste como sempre nas novidades. Escuta as palavras caras que tanto gostas em mim. Deixa então que as horas corram e que o telefone se desligue quando marcar os 60 minutos que posso dizer-te - bem passados. Vamos concordar que nada é perfeito e que as pessoas têm apenas falta de chá. Fala-me dos olhares de ontem e hoje e em que pé anda a tua vida. Elogia o meu optimismo, pede-me palavras caras entornadas de chá e interrompidas pela maldita tecnologia. Faz-me chorar, a rir de cada vez que cair - sabes, é por essas e por outras que quando me levanto entre resmunguices e embaraços, te pareço mais alta. É nesses teus momentos em que esqueces quem tentas ser, e simplesmente és, que mais me ensinas. Soltas palavras só para mim, que finges não ter dito. Não tenhas medo que estou aqui. Podes chorar traições e injustiças, vou continuar a imaginar penteados nesse teu cabelo chocolate, digno de uma princesa. Não tenhas medo do monstro que está debaixo da cama, ou de ficar sozinha no escuro, tal criança que repetes já não existir em ti. Não gosto de falar ao telefone, é um facto. Tenho que saber de ti.



Procura-me. Peço-te, nunca hesites em ligar.

sexta-feira

amarelo piriquito.

sábado




E eu que nunca gostei de finais abertos, porque queria sempre saber como acabava a história.

quinta-feira

Só podia ser ela. Era a única que fechava atrás de si aquela porta, tal como eu gostava. E ela fazia-o. Esgueirava-se lá para dentro e fechava a grande porta preta. Eu ria-me, parecia que me adivinhava. A grande porta preta ficava ali mesmo, intacta. Impondo todo o seu respeito. E não se ouvia o mínimo barulho, o mais pequeno som. Toda a casa era silêncio. E eu esperava. Esperava até ouvir o som da grande porta preta a abrir-se novamente, devagar. Como só ela fazia. Devagar, muito devagar, assegurando-se de que nem o Sr. silêncio a poderia denunciar. Esperava, só para ver a sua cabeça inclinar-se, ao sair por entre a grande porta preta enquanto que duas madeixas de cabelo caiam distraidamente sobre os seus grandes e vivos olhos. Esperava o tempo que fosse preciso para lhe ver mais uma vez aquele doce sorriso que me convidava finalmente a entrar.

terça-feira

Luto com tudo o que tenho. Forças vêm, não sei nem como, nem de onde. Luto contra o desafio de passar só mais este dia. Só peço que amanhã não custe tanto olhar-me. Saber quem sou e gostar disso. Tremo só de pensar no confronto com o próximo espelho.O medo que habitualmente me caracteriza já me apanhou de novo. Tão cedo não me vai largar. Rendida, recolho-me no canto da sala. Aquele corpo ali, que nem atrofio, atraso de vida, não me pertence. Não me sinto em mim. Não sou nada. Merecia total extinção.